Tradição ou Extradição

 

 

 

Tradição ou Extradição 



 

            O Islã ocidental é inevitável? Até pouco tempo atrás, essa era uma questão pouco debatida. Assumia-se que a demografia do Oriente e a expansão econômica do Ocidente faziam com que nada fosse mais certo que a contínua imigração muçulmana para a Europa, Canadá e EUA.

            O surgimento da Al-Qa’ida transformou essa certeza em dúvida. Um número crescente de acadêmicos e políticos ocidentais está expressando suas dúvidas sobre a presença muçulmana. Citando o acadêmico de Yale, Lamin Sanneh, a jornalista de direita Melanie Phillips sugere que chegou a hora de repensar a imigração muçulmana ao Ocidente. Sanneh, cuja visão a cerca da habilidade inerente do Islã de se ajustar às exigências da cidadania em estados não-muçulmanos vem interessando vários teóricos de direita, está sendo usado aqui para justificar a agenda que é  progressivamente recomendada na extrema direita, com efeitos consideráveis nas urnas.

Menos exaltados, como John Esposito, rejeitam o alarmismo de Sanneh e Phillips. Contrário a estereótipos, eles insistem que o Islã tem sido usualmente bom em se ajustar à condição de minoria. A história do Islã na China tradicional, onde serviu aos imperadores tão lealmente que foi reconhecido como uma das religiões semi-oficiais do estado chinês, foi mais norma do que exceção. A situação de minoria não é novidade para o Islã e, por todos os limites do mundo islâmico, muçulmanos têm constantemente provado que podem ser bons cidadãos em contextos bem menos multiculturalistas que o nosso.

A acusação anti-semítica (*) contra a presença muçulmana, no entanto, vai além disso. Não basta apenas comportar-se; você deve mostrar que a sua religião ensina a se comportar. Se há 100 anos atrás o Ocidente publicamente descriminou os judeus, agora são os muçulmanos que estão sentindo a pressão. Os anti-semitas já trataram os judeus como alienígenas, como intrusos orientais na Europa branca e cristã, um povo semita cuja lealdade a sua própria lei sempre poria em dúvida sua lealdade ao rei e ao país. O cristianismo, nesta visão vitoriana, legitimou uma divisão entre religião e Estado; enquanto os semitas não. Não há novidade nisto. O cristão, graças à visão helenista de São Paulo, era livre em espírito. O judeu semita estava atado à lei. Por isso, nunca poderia progredir ou se reconciliar aos valores de seus compatriotas gentios. Basicamente, a intenção cristã foi subverter, dominar e possuir.

Poucos no Ocidente parecem ter notado esta semelhança. Uma das maiores ironias, na crise atual, é que muitos dos mais exaltados defensores do Estado de Israel estão implicitamente afirmando categorias anti-semitas na maneira como negam o valor do Islã. Em muitos casos, a mudança atingiu tão poucas gerações que chega-se a perguntar se o velho preconceito foi realmente superado. Pim Fortuyn, o político anti-imigração holandês, que quis fechar todos as mesquitas da Holanda, publicou seu livro “Against the Islamisation of Our Culture” (Contra a Islamização da nossa Cultura), para comemorar o 50º aniversário da criação de Israel. O livro ainda é cheio de caracterizações da nova presença muçulmana que se encaixam perfeitamente nas categorias anti-semitas. O “Outro Muçulmano” é guiado pela lei, não pelo espírito. Ele, no entanto, é sempre o mesmo e não pode mudar. Suas intenções não são enriquecer seus países de adoção, mas superá-los em favor de uma campanha religiosa transnacional de dominação e desrespeito.

Nós somos, de certa forma, os novos judeus. Uma estranha transposição aconteceu, na qual uma tradição religiosa comum escondida sob as vertentes do cristianismo, recai sobre os ombros dos muçulmanos. Dispomos de pouco tempo ou inclinação para contemplar a ironia dessa estranha mudança, no entanto, não podemos esquecer o destino das primeiras vítimas do preconceito, e sua atual visão. A estrada de Auschwitz para Srebrinca não era tão tortuosa; e os novos políticos de direita no Ocidente certamente estão posicionados em algum lugar daquela estrada.

Uma vez que a Al Qa’ida ou seus substitutos vem massivamente reforçando esse novo chauvinismo, chega a ser deprimente que suas raízes e possíveis vínculos ainda tenham que ser avaliados pela maioria dos defensores muçulmanos no Ocidente. Mas, precisamos olhar isso de frente. Somos odiados por muitas pessoas; e não podemos ignorar a possibilidade deste ódio resultar em restrições à imigração, fechamento de mesquitas, proibição do hijab nas escolas e uma demonização generalizada dos muçulmanos, o que torna a possibilidade de revoltas ou violências individuais contra nós desconfortavelmente grande. O liberalismo, como a República de Weimar descobriu, pode ser uma frágil ideologia.

A questão que nos vem sendo colocada é esta: nossa imigração foi puramente econômica? Ou chegamos apenas para tomar vantagem tática das leis liberais de imprensa em vista de lançarmos uma agenda subversiva internacionalista que seria profundamente danosa aos nossos anfitriões? Somos americanos, ou canadenses, ou britânicos, simplesmente por possuirmos um passaporte e arranjarmos um emprego? Ou esta é nossa casa?

O Islã tradicional tem sido um especialista em adoção e adaptação. O novo anti-semitismo não representa a menor ameaça a ele, ainda que muitos dos líderes de nossa comunidade sejam céticos em relação ao Islã tradicional e sua flexibilidade histórica. Para eles, sempre seremos uma espécie de diáspora, enraizados em uma Arábia distante.

Uma conclusão precisa ser esclarecida: se nossa permanência nos nossos países adotivos é puramente econômica, então não podemos culpar as sociedades anfitriãs por tratar-nos com desgosto e suspeitas. Porque, se nós suspeitamos dos que não são muçulmanos em países muçulmanos, que não conseguem ajustar-se aos valores ambientais e ao senso de coletividade proposto por seu país de adoção, então como podemos exigir sermos tratados de forma diferente quando somos nós a minoria? Um país que aceita imigrantes, no entanto, ainda que seus motivos sejam visivelmente econômicos, tem o direito de esperar que eles participem de alguma forma de imigração cultural também. Nenhum muçulmano irá negar que o multiculturalismo deve sempre ter seus limites.

Está na hora de percebermos que se estamos aqui puramente para aumentarmos nossas posses, então nossa permanência pode ser temporária. É perturbador que o novo tipo de pregador, que são os mais exaltados em sua demonização dos países do Ocidente, freqüentemente são os últimos a aceitarem que esses países podem acabar por não tolerá-los mais. A maior ironia dessa nossa situação é o fato de que nossos radicais acabam na estrada para o aeroporto, surpresos ao descobrirem que suas opiniões sobre o Ocidente acabaram por mostrarem-se verdadeiras.

Então, está na hora de agir. Será mais difícil para as velhas gerações, cuja maior parte preserva ou folclorismos regionais que não têm o menor futuro por aqui ou um Islã de várias nuances. Mas precisamos de um profundo repensar entre a nova geração, aquela minoria que sobreviveu à assimilação nas escolas e conhece bem os vícios e virtudes da sociedade secular ocidental para decidir onde nos posicionamos e qual o melhor curso de ação para nossa comunidade. É esta nova geração que é convocada para demonstrar a habilidade do Islã em estender suas capacidades tradicionais para uma cortês aculturação ao novo contexto do Ocidente, e para rejeitar a agenda maniqueísta radical, apoiada pelos extremistas de ambos os lados, que apresenta as minorias muçulmanas como nada mais que arquipélagos ressentidos e astutos do Oriente Médio.

A primeira dura realidade que encaramos é que o futuro do Islã na América será um futuro americano, se é que acontecerá. À medida que a “guerra contra o terrorismo”, com toda a sua violência desajeitada e ébria, e suas simplificações culturais estão em evidência,  é muito provável que ocorram futuros eventos e atrocidades que irão tornar a marginalidade social e psicológica da comunidade ainda mais precária. A menos que os muçulmanos americanos possam estabelecer-se por conta própria  e povoar um espaço cultural e espiritual, que poderia muito bem ser chamado de América, nós estaremos na linha de fogo. Poucos extremistas nas mesquitas permitiriam tal atitude; a maioria ficaria aterrorizada.

Infelizmente, e está é uma das falhas mais apontadas, a liderança da nossa comunidade tem investido muito na educação islâmica, mas tem passado pouco tempo estudando a cultura americana para localizar os elementos dignos de respeito dos muçulmanos. Muitos dos ativistas rejeitam seus novos compatriotas como bêbados promíscuos ou fundamentalistas fanáticos. O Movimento Islã, que é veementemente desfavorável ao Ocidente em aspectos que, quando postos em prática, parecem mais tribais que espirituais, e enraizados em vários projetos utópicos, que raramente funcionam mesmo em seus próprios termos, é, particularmente, em seus limites mais severos, um pouco melhor. Freqüentemente ele fornece munição aos chauvinistas aliados à causa de Daniel Pipes, para quem todos os “islamistas” são uma quinta coluna a ser analisada com atenta e maligna suspeita.

O trabalho da nova geração é, portanto, triplo. Primeiramente, é preciso tomar conhecimento que leituras islâmicas de confrontação, provenientes de países onde o confronto com tiranos locais é moralmente necessário, podem não servir aos muçulmanos no perigoso contexto do Ocidente moderno. Já está claro para muitos que Mawdudi e Qutb não escreveram para as minorias muçulmanas da América no século XXI, mas para um conflito contra a repressão secular e a corrupção em terras de maiorias muçulmanas na metade do século XX. Eles próprios, possivelmente, iriam se surpreender ao perceber que seus livros seriam impressos em comunidades completamente diferentes 50 anos depois.

Segundo, precisamos voltar às origens do Islã para nos guiarmos sobre a conduta correta que cabe a convidados. Um convidado desrespeitoso nunca será tolerado nem mesmo pelo mais religioso dos anfitriões; e nossas atitudes mais comuns em relação à cultura ocidental parecem ser, na  melhor das hipóteses, descorteses. Uma crítica ponderada e preocupada da dissolução social, crenças inaceitáveis ou políticas estrangeiras destrutivas sempre será um componente requerido ao discurso muçulmano, mas denúncias inflamadas do Grande Satã ou cruzadas conspiratórias globais são, para os muçulmanos daqui, não apenas perigosas, mas também descorteses.

O Imam Al-Ghazali nos traz lições preciosas na conduta do convidado cortês. Ele cita o ditado que diz que “parte da humildade perante Deus é estar satisfeito com sua condição”. O convidado deve saudar aqueles que estão ao seu lado mesmo que, secretamente, eles lhe causem desconforto. Ele não deve dominar a conversa ou criticar em voz alta os outros no banquete, ou permitir a si mesmo ser desleixado. Al-Ghazali também nos diz que não se deve ficar olhando constantemente para a porta da cozinha, o que infere que ele está primariamente presente por causa da comida. É difícil evitar pensar nisto quando se analisa as inflamadas exigências de muitos muçulmanos, particularmente na Europa, por pensões do Estado. Se desejarmos ser tolerados e respeitados, uma de nossas primeiras responsabilidades é procurar emprego e evitar dependência da caridade de nossos anfitriões.

Alguns discípulos mais conservadores da escola Hanbali têm uma visão limitada do dever do convidado.  O próprio Imam Ahmad diz que se um convidado vir um “Kohl-stick” com cabo prateado, ele deve deixar a casa imediatamente, no pretexto dessa casa ser um local de luxúria indulgente. Para o Imam al-Ghazali, e para a grande maioria dos estudiosos, uma pessoa deve sempre dar a seu anfitrião o benefício da dúvida. E no ocidente, nossos vizinhos freqüentemente se encaixam na categoria de ahl al-kitab, para quem certas coisas são permitidas, que nós condenaríamos entre os muçulmanos. Ressentimento, desrespeito, hipercriticismo, todos esses costumes são descorteses e inapropriados, particularmente quando usados para disfarçar a insatisfação consigo mesmo ou com o papel de sua comunidade no mundo.

O refugiado ou imigrante é, portanto, sujeito aos altos padrões que o Islã, com suas raízes árabes, exige do convidado. Descortesia é desonra. Em nenhum ponto da sira encontramos esse princípio mais nobremente expressado que no episódio da primeira hégira, quando os primeiros muçulmanos em busca de asilo se põem diante do imperador da Abissínia para explicar porque deveriam receber permissão para ficar. Dentre eles, estavam Uthman e Ruqaiyya, Ja´far e Asma’, todos jovens famosos por sua beleza física. Umm Salama, outra testemunha ocular, narra a forma respeitosa com  a qual os muçulmanos se dirigiram ao rei cristão. Eles não iriam comprometer sua fé, mas foram reverentes e respeitosos com as crenças de uma religião anterior. A história que contaram sobre a revelação do Alcorão foi inspirada, mostrando aos cristãos presentes que as escrituras muçulmanas não são tão diferentes, mas sim belas, dignas e com muitas semelhanças com a crença cristã. Afinal, eles causaram uma impressão bastante favorável e sua permanência na terra foi garantida.

É claro que hoje não usamos a Surata Mariam como a base para a nossa auto- apresentação à comunidade anfitriã. Ao invés disso, criamos grupos de interesse que adotam críticas provocativas à política americana e, portanto, fechando a porta para qualquer possibilidade de sermos ouvidos. Nossos sermões pouco se detêm nas qualidades positivas dos nossos vizinhos mas, ao contrário, proferimos avisos assustadores a cerca das conseqüências para nossas almas de nos tornamos como “americanos”. Novamente, o perigo é que essa imagem cumulativa dada por muitos muçulmanos americanos resulte em sermos tratados como estranhos no ninho, privados dos nossos direitos, e até mesmo expulsos. Ou seja, a escolha é entre comportamento ou deportação.

Se levarmos isto a sério, ao invés de continuarmos confiando eternamente na paciência de nossos anfitriões, precisaremos de uma nova agenda, e é essencial que ela não seja definida como liberalismo islâmico. O liberalismo na religião tem o hábito de levar à atenuação da fé. Do que precisamos é nos voltarmos para a nossa tradição e extrair dela recursos que irão nos permitir recuperar a capacidade de convivência cortes.

O primeiro passo é a percepção de que a civilização islâmica foi um caso de sucesso providencial. Agendas modernas e modernistas que apresentam o Islã medieval ou como obscurantismo ou desvio das Escrituras irão nos deixar órfãos da contínua e magnífica história da civilização muçulmana. Se aceitarmos que o Islã clássico foi uma leitura desviada de nossas Escrituras estaremos nos rendendo ao que diz o orientalismo cristão evangélico, que afirma que as glórias da civilização muçulmana ocorreram apesar de e não  por causa do que está no Alcorão. Somos chamados a ser a continuação de uma história magnífica e não uma nota de rodapé do seu primeiro capítulo.

Uma recuperação do nosso senso de orgulho nas conquistas culturais do Islã irá nos permitir reativar um princípio, o terceiro da lista, que tem sido pouco mencionado pela maioria das comunidades muçulmanas no Ocidente, a obrigação da da’wa. É evidente que a da’wa é nosso dever primário como minoria muçulmana; e não é menos evidente que a da’wa é impossível se abandonarmos a tradição para insistirmos nas leituras rigorosas e limitadas da Shari’a. Nossos vizinhos não irão considerar nosso convite a menos que mostremos que temos alguns pontos em comum, que valeria à pena se nos uníssemos. As agendas radicais e literalistas islâmicas freqüentemente são defendidas por fanáticos carrancudos cuja tensão, arrogância e sofrimento são muitos legíveis em seus rostos. Poucas pessoas sensatas irão considerar os apelos religiosos feitos por indivíduos que parecem ser tristes e desesperados por fazer esses apelos. É mais provável que sejam repelidos e classificados pelo chauvinismo negativo.

O melhor argumento de um crente está em seu próprio rosto. A verdadeira religião ilumina a face; a falsa religião a enche com insegurança, ira e suspeita. Isto é perceptível não apenas para iniciados, mas para qualquer um que mantenha algum contato com a fitra em seu coração. As primeiras conversões ao Islã geralmente aconteceram entre populações que não tinham acesso a língua dos muçulmanos que agora viviam entre eles; mas, em compensação, eles não eram menos intensos na fé. Religião é, essencialmente, uma questão de transformação pessoal, e não quantidade suficiente de trabalho missionário que convença as pessoas – com exceção ocasional dos perturbados e desesperados – a menos que sua própria transformação seja bastante para que seja possível transformar os outros.

Tanto rigorismo e estreiteza de pensamento, argumentos enfadonhos de quem é culturalmente limitado, acabam por reforçar as atitudes negativas que eles dizem repudiar. Inversamente, uma reativação da virtude profética de rifq, de gentileza - como nos diz o hadith “nunca tome parte de algo sem cortejá-lo” – nos fará bem vindos ao invés de suspeitos, amados e admirados e não desprezados como uma comunidade de ressentidos.

Virtudes, no entanto, precisam ser cultivadas, para substituírem a auto-indulgência do ódio e das auto-justificativas. E elas não virão facilmente até que nos reencontremos com a história da espiritualidade da Umma. Nenhuma outra comunidade religiosa na História produziu tantos “santos” quanto e como o Islã. Jalal al-Din Rumi é atualmente o poeta mais vendido na América, uma extraordinária vitória para a civilização islâmica e para a integridade da vida espiritual, a qual nossa comunidade pouco tem prestado atenção. Nossa espiritualidade é a principal glória da nossa civilização, e a garantia da capacidade de adaptação de nossa arte, literatura e conduta pessoal. Uma vez que tenhamos reaprendido a ciência espiritual do Islã tradicional, podemos esperar produzir, como grandes espíritos muçulmanos fizeram no passado, monumentos arquitetônicos duradouros que irão substituir as estéreis e feias estruturas de cimento que nós atualmente temos como local de oração. A beleza é o esplendor da verdade, e uma prova da decadência das nossas comunidades é que poucos de nossos lideres sejam capazes de transmitir as idéias que irão preservar as tradições gloriosas que fizeram a imagem sagrada do Islã, tradições estas que parecem ser mais conhecidas e mais respeitadas entre os não-muçulmanos do que entre grande parte dos ativistas islâmicos e membros de comitês das mesquitas.

A tarefa pode parecer desencorajadora; mas a nova geração produz mais e mais muçulmanos dispostos a revigorar o Islã de uma maneira que irá torná-lo o grande sucesso religioso da América moderna e não uma doença vergonhosa no meio religioso, como parece ser atualmente. Cada vez mais nossos jovens procuram converter-se ao Islã e celebrar sua única e rica herança, mas de uma maneira que não os liga às agendas desesperadas e radicais que vem sendo expostas em uma minoria de mesquitas. A medida que estes jovens assumem posições de liderança em suas comunidades, e proclamam uma forma do Islã que é culturalmente rica e confiante na providência de Allah, o Islã certamente tomará seu lugar como um respeitável componente na paisagem religiosa da América, e começará o processo de integração aqui que foi atingido com tanto sucesso em incontáveis outras culturas através de sua história, e que é uma condição para continuar existindo em um lugar potencialmente hostil.

"E se recusardes a contribuir, suplantar-vos-á por outro povo, que não será como vós"

(Alcorão 47:38)

 

 

(*) Anti-Dreyfusard - infundada e racial, nos moldes do caso Dreyfus (Nota da Tradução).

Texto original: Tradition or Extradition  do Sheikh Abdal-Hakim Murad.

 

 

O sheikh Abdal-Hakim Murad é Secretário da Muslim Academic Trust (Londres) e Diretor do Sunna Project do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Cambridge.

Tradução de Carlos e Alexis Peixoto.

 

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